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A BR-116 é uma das maiores e mais importantes rodovias do país. Ela liga o Nordeste ao extremo Sul, atravessa nove estados e conecta capitais, regiões industriais, áreas agrícolas e acessos a portos e fronteiras. 

Por isso, a situação da pista, a administração e a cobrança de pedágio mudam bastante ao longo da viagem.

Neste guia, você confere onde a BR-116 começa e termina, as principais cidades do caminho, os nomes mais conhecidos dos trechos e como consultar pedágios, obras e bloqueios antes de sair.

Onde começa e onde termina a BR-116?

A BR-116 começa em Fortaleza, no Ceará, e termina em Jaguarão, no Rio Grande do Sul, junto à fronteira com o Uruguai. Como rodovia federal longitudinal, ela segue no sentido norte–sul por milhares de quilômetros.

O ponto inicial e o ponto final ajudam a entender a dimensão da rota, mas não significam que todo o percurso tenha o mesmo padrão. 

Há trechos duplicados e urbanos, segmentos de pista simples, serras, concessões privadas e partes administradas diretamente pelo poder público.

Também é comum que a quilometragem seja reiniciada ao entrar em outro estado. Por isso, ao localizar uma ocorrência, praça de pedágio ou obra, confira sempre o estado e o quilômetro informados.

Mapa da BR-116: quais estados e cidades a rodovia atravessa?

No mapa rodoviário, a BR-116 cruza Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Entre as cidades e regiões atendidas direta ou indiretamente estão:

  • Fortaleza e o interior cearense;
  • Salgueiro, no sertão pernambucano;
  • Feira de Santana e Vitória da Conquista, na Bahia;
  • Teófilo Otoni e Governador Valadares, em Minas Gerais;
  • Rio de Janeiro e a região do Vale do Paraíba;
  • São Paulo e o Vale do Ribeira;
  • Curitiba, Lages e a Serra Catarinense;
  • região metropolitana de Porto Alegre, Pelotas e Jaguarão.

Esse resumo não substitui um mapa de navegação. O traçado possui acessos, contornos e sobreposições com outras rodovias. Antes de viajar, consulte o mapa oficial mais recente do DNIT e confirme no aplicativo de navegação se há desvios temporários.

Se você quiser comparar esse corredor com outras vias, veja também as principais rodovias federais do Brasil.

Qual é a extensão da BR-116 e por que a rodovia é importante?

A extensão total é de aproximadamente 4.660 quilômetros. O número pode variar ligeiramente conforme a base cartográfica e a atualização de contornos e trechos implantados, por isso a referência oficial deve ser o Sistema Nacional de Viação e os mapas do DNIT.

A importância da BR-116 está na ligação entre áreas de produção, consumo e serviços. Caminhões transportam alimentos, combustíveis e produtos industriais; ônibus conectam cidades de diferentes portes; e milhões de motoristas usam partes da rodovia em deslocamentos regionais.

Ela também funciona como eixo de acesso a outras BRs e rodovias estaduais. Uma interdição em serra ou região metropolitana pode afetar rotas muito além do ponto bloqueado. Planejar horário, combustível e alternativas reduz o risco de atraso e de pane seca na estrada.

Quais são os principais trechos e nomes da BR-116?

A mesma BR recebe nomes diferentes conforme o estado, a região ou a legislação que batizou determinado segmento. Entre as denominações mais conhecidas estão Rodovia Santos Dumont, Rio–Bahia, Rodovia Presidente Dutra e Rodovia Régis Bittencourt.

O nome local não altera a identificação federal: placas e comunicados normalmente continuam usando BR-116, acompanhada do estado e do quilômetro. Essa combinação é a forma mais segura de localizar um ponto.

Rodovia Presidente Dutra entre Rio de Janeiro e São Paulo

Entre as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e de São Paulo, a BR-116 é conhecida como Via Dutra ou Rodovia Presidente Dutra. O corredor atravessa o Vale do Paraíba e concentra tráfego intenso de automóveis, ônibus e veículos de carga.

O trecho é concedido à RioSP. Além de praças convencionais, há cobrança eletrônica em livre passagem no trecho metropolitano de São Paulo entre os km 205 e 230, com valor relacionado ao percurso realizado. Quem não usa tag deve observar o prazo e os canais oficiais de pagamento da concessionária.

Rodovia Régis Bittencourt entre São Paulo e Paraná

Da capital paulista em direção a Curitiba, a BR-116 recebe o nome de Rodovia Régis Bittencourt. Ela passa pelo Vale do Ribeira e pela Serra do Cafezal, região que exige atenção redobrada por causa de curvas, declives, neblina e grande circulação de caminhões.

Em julho de 2026, a concessão continuava em fase de transição contratual: a ANTT realizou um novo leilão em 23 de julho, vencido pela EPR, mas a mudança de operadora depende da assinatura e do início efetivo do novo contrato. 

Até comunicação oficial de transição, o motorista deve usar os canais da concessionária que estiver operando o trecho na data da viagem.

Quem administra e fiscaliza os diferentes trechos da BR-116?

Não existe um único administrador para toda a BR-116. Em segmentos concedidos, a concessionária cuida da operação, conservação, atendimento ao usuário e cobrança autorizada. A ANTT regula e fiscaliza as concessões federais.

Nos trechos não concedidos, a responsabilidade de manutenção federal costuma ser do DNIT. Já a Polícia Rodoviária Federal atua na fiscalização de trânsito e no atendimento de ocorrências dentro de sua competência.

Antes de pedir socorro ou informar um problema, identifique estado, quilômetro, sentido da via e ponto de referência. Em trecho concedido, use o telefone da concessionária exibido nas placas. Em emergência com vítimas ou risco imediato, acione os serviços de emergência.

Onde há pedágios na BR-116 e como consultar as tarifas?

Há pedágios em diferentes partes concedidas da BR-116, como trechos no eixo Rio–São Paulo, na Régis Bittencourt, no Paraná e em Santa Catarina, além de outros corredores concedidos. 

Nem toda a rodovia é pedagiada, e a quantidade de cobranças depende do itinerário.

Tarifas, descontos e formas de pagamento podem mudar por reajuste contratual ou por alteração operacional. Para saber o custo real:

  • identifique os estados e os quilômetros do percurso;
  • confira quais concessionárias administram cada trecho;
  • consulte a página de tarifas de cada operadora ou a lista de concessões da ANTT;
  • verifique a categoria do veículo e o número de eixos;
  • some cobranças convencionais e eletrônicas previstas na rota.

Não use apenas uma tabela antiga encontrada em buscadores. O valor exibido pode não considerar reajustes, descontos para tag, tarifa por distância ou mudança de operadora.

Como funcionam os pedágios convencionais e eletrônicos na BR-116?

Na praça convencional, o veículo passa por uma cabine ou pista automática. O pagamento pode aceitar dinheiro, cartão ou tag, conforme a estrutura local. A sinalização antes da praça informa as pistas disponíveis.

No free flow, não há cancela. Câmeras e sensores identificam placa, categoria e passagem. Com tag válida, a cobrança vai para a operadora do serviço. Sem tag, o proprietário precisa consultar e pagar pelos canais indicados pela concessionária. Passar pelo pórtico não torna a tarifa opcional.

Na Via Dutra, a ANTT autorizou o free flow entre os km 205 e 230 de São Paulo. Como regras e prazos podem ser atualizados, confirme a orientação vigente antes da viagem na página oficial da ANTT sobre free flow.

Como acompanhar obras, interdições e condições da BR-116?

A situação atual da BR-116 deve ser verificada perto do horário de saída. Consulte os alertas da concessionária nos trechos concedidos, os avisos do DNIT nos segmentos federais sob gestão pública e os comunicados da PRF sobre acidentes ou bloqueios.

Em época de chuva, procure informações sobre alagamentos, quedas de barreira e restrições em serras. Em regiões frias, neblina e baixa visibilidade também podem alterar a velocidade segura. Se houver interdição total, confirme se a rota alternativa aceita o tipo e o peso do seu veículo.

Como se preparar para viajar pela BR-116?

Faça uma revisão básica de pneus, freios, iluminação, limpadores e níveis de fluidos. Planeje abastecimentos, principalmente em trechos longos do interior, e não espere o combustível entrar na reserva.

Leve água, carregador de celular e os documentos obrigatórios para dirigir. Mantenha distância de segurança, respeite a sinalização e não faça ultrapassagem em faixa contínua. O acostamento deve ser usado apenas nas situações permitidas; circular por ele para fugir de congestionamento é infração.

Inclua pedágios, alimentação e uma margem para imprevistos no orçamento. Em viagens extensas, programe pausas e, se possível, divida a condução. Salve os telefones de emergência antes de sair, porque alguns trechos podem ter sinal de celular instável. 

Para percursos interestaduais, compartilhe o roteiro com alguém de confiança e registre os pontos de parada. Essa medida simples facilita o contato caso haja atraso, pane ou mudança inesperada no caminho.

Perguntas frequentes sobre a BR-116

A BR-116 é a mesma rodovia que a Via Dutra?

Somente em parte. Via Dutra é o nome conhecido do trecho da BR-116 entre Rio de Janeiro e São Paulo. A BR-116 continua muito além desse corredor, de Fortaleza a Jaguarão.

Toda a BR-116 possui pedágio?

Não. A cobrança ocorre em trechos concedidos e varia conforme a rota. Há segmentos sem pedágio e outros com praças convencionais ou sistema eletrônico.

Como consultar condições, obras e bloqueios antes da viagem?

Verifique a concessionária do trecho, o DNIT e os comunicados da PRF. Faça a consulta no dia da saída e use sempre estado, quilômetro e sentido para identificar a ocorrência correta.

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