O modelo de pedágio sem cancelas, conhecido como Free Flow, tem se expandido pelas rodovias brasileiras. Com ele, o motorista não precisa parar ou reduzir a velocidade para pagar a tarifa: pórticos equipados com câmeras e sensores registram a passagem do veículo automaticamente.
Apesar de trazer muito mais fluidez para as viagens, o sistema exige atenção redobrada dos condutores. Afinal, quem não possui uma TAG colada no para-brisa precisa se lembrar de quitar o valor por conta própria dentro do prazo.
Deixar para depois pode gerar dores de cabeça que vão desde multas pesadas previstas pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) até a exposição a golpes digitais aplicados por sites falsos de pagamento. Entenda a seguir como funcionam os prazos, quais são as penalidades e os riscos de adiar a regularização.
Qual é o prazo oficial para pagar o pedágio Free Flow sem TAG?
Para quem passa pelos pórticos sem o dispositivo automático (TAG), o sistema concede o prazo ordinário de até 30 dias após o processamento da passagem para realizar o pagamento da tarifa correspondente.
- Onde pagar: A quitação deve ser feita exclusivamente pelos canais oficiais disponibilizados pela concessionária responsável pela rodovia (sites oficiais, aplicativos próprios ou totens de atendimento).
- Atenção ao trânsito: É importante lembrar que o pagamento da tarifa de pedágio é obrigatório e independente de regras transitórias de fiscalização — ou seja, o uso da rodovia precisa ser quitado para evitar inadimplência com a concessionária.
O que acontece se deixar para depois? Multa e pontos na CNH
Esquecer de pagar a tarifa dentro do prazo estipulado transforma a simples passagem em uma infração de trânsito. De acordo com o artigo 209-A do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), evadir-se ou deixar de efetuar o pagamento do pedágio em sistemas de livre passagem é considerado:
- Infração Grave
- Multa no valor de R$ 195,23
- Inclusão de 5 pontos no prontuário da CNH do proprietário ou condutor responsável.
Portanto, acumular pendências de Free Flow achando que o débito vai caducar ou gerar apenas um aviso amigável é um risco financeiro e administrativo enorme.
Cuidado com o golpe do Free Flow: mais de 400 sites falsos!
Além do risco de receber multas de trânsito, a desinformação dos motoristas tem sido alvo de quadrilhas especializadas em fraudes digitais.
Recentemente, levantamentos e alertas de segurança apontam a proliferação de mais de 400 sites falsos que imitam portais de pagamento de pedágio Free Flow. Os criminosos usam anúncios patrocinados em buscadores e mensagens falsas para atrair motoristas desatentos.
- Como o golpe age: O site falso exibe um visual idêntico ao oficial, pede a placa do veículo, mostra um valor inventado ou real de débito e gera um QR Code de Pix direcionado a contas laranjas.
- A regra de ouro: Assim como no caso do golpe da CNH suspensa por SMS e das falsas multas do Detran, empresas sérias e concessionárias oficiais não enviam links de cobrança direta por mensagens de texto agressivas ou e-mails suspeitos exigindo Pix instantâneo para CPFs desconhecidos.
Como consultar e pagar com segurança?
Para garantir que você está pagando o valor correto para a concessionária certa e sem cair em armadilhas da internet, adote estes hábitos preventivos:
- Guarde os trechos percorridos: Se você viajou por rodovias com tecnologia Free Flow e não tem TAG, anote as datas e locais de passagem.
- Acesse apenas os canais oficiais: Busque diretamente o site da concessionária da rodovia pela qual você trafegou ou utilize aplicativos de mobilidade integrados e confiáveis.
- Consulte em um só lugar: Para motoristas que querem simplificar a rotina automotiva e manter a documentação e os débitos veiculares sempre em dia com total segurança, contar com plataformas centralizadas como o Gringo é a melhor alternativa para evitar surpresas desagradáveis e fraudes na internet.
