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Consultar placa online

Com o Gringo, você resolve tudo do veículo pela internet, de forma prática e segura.

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Se você está de olho no mercado automotivo ou pensando em trocar de veículo, já deve ter notado que o assunto do momento é o aumento do valor dos carros. Seja entre os modelos zero-quilômetro, usados, ou nos queridinhos elétricos e híbridos, os preços estão pesando mais no bolso do motorista.

Mas, afinal, por que isso está acontecendo agora? A resposta envolve desde a dinâmica do mercado interno até mudanças recentes e importantes nos impostos de importação, trazendo para as rodas de conversa termos técnicos como alíquota, CKD e SKD.

Abaixo, o Gringo descomplica tudo isso para você entender exatamente para onde o mercado está indo.

Como está o mercado automotivo?

O aumento do preço dos automóveis não é uma novidade isolada, mas o ritmo atual chama a atenção. Para se ter uma ideia, apenas no primeiro trimestre de 2026, o preço dos carros usados no Brasil registrou uma alta de 2,16%, marcando o maior avanço para o período nos últimos quatro anos. Em um acumulado de 12 meses até março, essa alta chegou a 7,33%.

Embora o primeiro semestre de 2026 tenha sido bastante movimentado, com um crescimento expressivo nas vendas e mais de 832 mil carros emplacados até abril, a alta demanda combinada com fatores econômicos ajuda a manter os preços em um patamar elevado.

O aumento da alíquota para elétricos e híbridos

Se você estava namorando um carro eletrificado importado, deve ter percebido um salto nos preços recentemente. O grande responsável por isso é o aumento da alíquota do Imposto de Importação.

A partir de 1º de julho de 2026, os carros elétricos e híbridos importados prontos (já montados) passaram a pagar 35% de Imposto de Importação para entrar no Brasil. Essa medida encerrou o cronograma de retomada gradual dos impostos que o governo havia planejado para o setor. O objetivo principal do governo com essa taxação é incentivar que as montadoras tragam suas fábricas para o Brasil, gerando empregos e tecnologia por aqui, em vez de apenas trazerem os veículos finalizados de fora.

Mas é aí que entram duas siglas muito importantes para entender as exceções e o futuro da produção nacional: CKD e SKD.

CKD e SKD: o que significa essa sopa de letrinhas?

No mundo da logística e montagem de veículos, a forma como um carro chega ao país faz toda a diferença nos impostos que a montadora vai pagar. Entenda a diferença:

  • SKD (Semi Knocked Down – Semi desmontado): São os carros que chegam ao Brasil parcialmente montados. A carroceria já vem pronta e pintada, faltando apenas encaixar grandes blocos, como o motor e a suspensão. A partir de julho de 2026, os veículos eletrificados importados no formato SKD também passaram a ser taxados com a alíquota máxima de 35%.
  • CKD (Completely Knocked Down – Totalmente Desmontado): Aqui, o carro chega em “peças de Lego”. Ele vem totalmente desmontado, exigindo que a fábrica brasileira faça a soldagem, a pintura e a montagem completa de todos os componentes. Para incentivar essa prática que exige fábricas mais complexas e contrata muito mais mão de obra local, o governo manteve a alíquota de importação para modelos elétricos e híbridos em formato CKD em 14% até o final de 2026.

O que tudo isso muda para você, motorista?

Na prática, o aumento do valor dos carros importados já montados ou em SKD serve como um empurrão para a indústria nacional. Com a taxa de 35% em vigor, muitas montadoras estrangeiras, principalmente as focadas em eletrificados, estão acelerando seus planos para abrir fábricas no Brasil e operar no sistema CKD (aproveitando o imposto menor de 14%).

No curto prazo, a tendência é que os carros importados fiquem mais caros nas concessionárias. No médio e longo prazo, a expectativa é que tenhamos mais carros sendo produzidos em solo nacional, o que pode baratear os custos de logística, facilitar o acesso a peças de reposição e estabilizar os preços para o consumidor final.

Dica do Gringo: Independentemente de você estar de carro novo, usado, a combustão ou elétrico, a burocracia não precisa ser uma dor de cabeça. No Super App do Gringo, você resolve tudo num só lugar: consulta a placa, paga IPVA, licenciamento e multas, e até acompanha a situação da sua CNH. Tudo rápido, fácil e sem complicação!

 
Pedro Vogado

Pedro Vogado

Pedro Vogado é Diretor de Government Affairs do Gringo e Presidente da
ABREMPAG (Associação Brasileira das Empresas de Meios de Pagamentos de Débitos Veiculares e Tributos Governamentais).
Ao longo de sua carreira, tem atuado na conexão entre o setor privado e os órgãos públicos de trânsito, liderando a gestão de convênios e a integração com DETRANs de todo o país.

Sua experiência no ecossistema de pagamentos e regularização veicular trouxe uma visão aprofundada sobre processos como IPVA, licenciamento e multas, além dos requisitos legais para manter o veículo em dia.

No Blog do Gringo, compartilha esse conhecimento com os motoristas, publicando conteúdos sobre processos do DETRAN, pagamento de débitos e atualização de documentos, sempre com foco em clareza, confiabilidade e utilidade prática.

Confira Pedro Vogado LinkedIn.

Um Comentário

  • Andre Almeida disse:

    Enquanto não tivermos uma política de juros justa e as empresas pararem de compensar o prejuízo de seus conglomerados de outros países vendendo carros aqui muito mais do que realmente valem e o principal melhora do crédito a grande parte da população ainda vai ficar assim do mesmo jeito ou pior para as grandes já que os chineses ameaçam seus lucros cada vez mais com carros cada vez mais tecnológicos, seguros e confortáveis!

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